quinta-feira, 25 de agosto de 2011

IPv6 - Um Desafio aos mantenedores de Rede


Olá a todos os que prestigiam o blog. Hoje inicia-se uma série sobre o IPv6, a nova geração do Protocolo Internet.
A série está dividida em vários módulos, que vão desde a introdução, soluções paliativas, principais diferenças entre as duas gerações, e algumas técnicas previstas para realizar a migração do IPv4 para IPv6. Esta série esta embasado no curso IPv6 Básico, ministrado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR.

Módulo 1 - Introdução e Soluções Paliativas

  O IPv6 é a nova geração do protocolo Internet. O mesmo ja vem sendo utilizado há algum tempo, porém sua implantação deve ser acelerada devido ao esgotamento dos blocos de IPv4.  As especificações do IPv4 reservam 32 bits para endereçamento, possibilitando gerar mais de quatro milhões de endereços distintos. Inicialmente foram divididos em três classes de tamanhos fixos.
Classe A (1.0.0.0 - 126.0.0.0); Classe B (128.1.0.0 - 191.254.0.0) e Classe C (192.0.1.0 - 223.255.254.0)
  Pretendendo resolver o problema de esgotamento, e ao mesmo tempo dar um "gás" para o IPv4, surgiram soluções paliativas. Dentre estas soluções podemos citar a mais utilizada atualmente, a NAT (Network Address Translation). Definida na RFC 3022, tem como idéia básica permitir que, com um único endereço IP, ou um pequeno número deles, vários hosts possam trafegar na Internet. Dentro de uma rede, cada computador recebe um endereço IP privado único, que é utilizado para o roteamento do tráfego interno. No
entanto, quando um pacote precisa ser roteado para fora da rede, se faz necessário realizar a tradução do endereço, convertendo endereços IP privados em endeços IP públicos globalmente únicos.
  A utilização da NAT mostrou-se eficiente no que diz respeito a economia de endereços IP, além de apresentar alguns outros aspectos positivos, como facilitar a numeração interna das redes, ocultar a topologia das redes e só permitir a entrada de pacotes gerados em resposta a um pedido da rede. No entanto, o uso da NAT apresenta inconvenientes que não compensam as vantagens oferecidas.
  A NAT quebra o modelo fim-a-fim da Internet, não permitindo conexões diretas entre dois hosts, o que dificulta o funcionamento de uma série de aplicações, como P2P, VoIP e VPNs. Outro problema é a baixa escalabilidade, pois o número de conexões simultâneas é limitado, além de exigir um grande poder de processamento do dispositivo tradutor. O uso da NAT também impossibilita rastrear o caminho de pacote, através de ferramentas como traceroute, por exemplo, e dificulta a utilização de algumas técnicas de segurança como IPSec. Além disso, seu uso passa uma falsa sensação de segurança, pois, apesar de não permitir a entrada de pacotes não autorizados, a NAT não realiza nenhum tipo de filtragem ou verificação nos pacotes que passa por ela.

No Módulo 2, você entenderá o funcionamento do IPv6 e as principais diferenças para o IPv4.

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