Pesquisadores da IBM revelam uma nova geração experimental de chips de computadores desenhados para emular as habilidades do cérebro humano para percepção, ação e cognição. Essa tecnologia ainda consome muito menos energia e ocupa menos espaço que os usados nos computadores atuais.
A IBM recriou o fenômeno de sinapses que ocorrem entre neurônios, através de algoritmos avançados e circuitos. O primeiro protótipo já foi fabricado e está em testes.
Computadores cognitivos, como são chamados os sistemas que são construídos com esses chips, não podem ser programados do mesmo modo que computadores tradicionais. Em computadores cognitivos é esperado aprendizado através de experiências, busca de correlação, criar hipóteses, e lembrar os resultados - e aprender com eles -, imitando a estrutura do cérebro.
Para fazer isso a IBM combinou princípios de nano-ciência, neurociência e supercomputação . Foram gastos aproximadamente $21 milhões de dólares no projeto. O objetivo é criar um sistema que não apenas analise informações complexas de múltiplos modalidades de sensores por vez, mas também dinamicamente reconecte elas da forma que elas interagem com o ambiente.
"Esta é uma iniciativa importante para ultrapassar o paradigma de von Neumann, que tem governado a arquitetura de computadores por mais de meio século", diz Dharmendra Modha, coordenador do projeto. “Aplicações futuras da computação irão cada vez mais demandar funcionalidade que não é eficientemente suprido pela arquitetura tradicional. Esses chips são mais um passo significativo na evolução dos computadores a partir de calculadoras para os sistemas de aprendizagem, sinalizando o início de uma nova geração de computadores e suas aplicações em negócios, ciência e governo.”
Mais informações em http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/35251.wss
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